Acne: minha história parte 2

Olá

Essa é a segunda parte do post Acne: minha história. Nesse post tentei incluir todas as minhas dúvidas e inseguranças durante o período do tratamento, que nos perseguem além das “marcas” em si. Sei que é um momento díficil, delicado, mas buscar força e acreditar é um passo fundamental. Algumas perguntas que eu lembro que passaram na minha cabeça:

Qual seu tipo de pele? Bom, meu tipo de pele é oleosa. Mas acredito que dentre as “classes principais” de tipos de pele, deve ter uma subclassificação, por que meu tipo de pele não é igual ao dos meus familiares, mesmo que seja oleosa. Um bom exemplo disso é que não conseguimos usar os mesmos produtos. Então acho que isso é relativo e o melhor profissional capaz de fazer avaliação e te ajudar é seu médico.

Você acha que possui relação com alimentação? Não sei, se tiver acho uma relação bem estranha por que eu sou vegetariana, sempre fui e nunca gostei de comer comidas do tipo prontas, enlatados, “fast food”, enfim. Novamente, consulte um médico ele será capaz de avaliar por meio de exames clínicos.

Você achou que teria acne para sempre? Sempre! Nunca pensei que me veria livre dessa praga.

Você achou que teria cicatrizes profundas? Sim eu achei que seriam profundas, sou bem feliz com meu rosto atual e por ter cicatrizes superficiais. Mas tenho tendência a hiperpigmentação e tenho umas marcas mais escuras.

Você sempre seguiu os conselhos médicos? Sim, no máximo fiz uso de produtos naturais tipo máscara de argila ou tentei comprar produtos cosméticos, mas sempre fui sincera e disse a verdade nas consultas seguintes. É MUITO IMPORTANTE MANTER UMA COMUNICAÇÃO VERDADEIRA COM SEU MÉDICO.

Você já usou alguma “receita” maluca? Não, nunca. Por que minha pele é muito sensível, fica vermelha rapidamente e doía demais para fazer uso de “receita maluca” e “dica amiga”.

Você sempre seguiu uma rotina? Sempre, desde minha adolescência uso sabonete específico e protetor solar oil free. Nem sempre eram os indicados por conta de fatores financeiros, mas sempre optei por genérico/similar ou manipulado. Em muitos casos eu levava o produto na consulta seguinte para a médica avaliar.

Você tinha espinhas corporais? Não eu nunca tive espinhas corporais acho que meu rosto foi castigado o suficiente então fui poupada nessa região.

Como você conseguiu Roacutan pelo SUS? O SUS fornece medicamente desde que receitado pelo médico. Não sei como funciona em outros estados, mas em Santa Catarina na época em que tomei, eu peguei vários formulários no SUS e eu e minha médica preenchemos e fizemos todos os exames necessários. Felizmente esse processo é feito em conjunto com o médico. Roacutan é um medicamento super forte e deve ser tomado com muita cautela.

Você teve medo de sequelas do Roacutan ou de ter que tomar novamente? Não eu não tive, minha resposta foi imediata e não tive “sequelas/reações”, o que sei que é atípico.  Minha médica me explicou que ás vezes é feito um “tratamento manutenção” e aí tem que tomar de novo, mas quem determina é a médica após avaliação. Lembrando que as dosagens são feitas conforme o peso da pessoa e grau da acne.

Você pensou em desistir dos tratamentos/rotinas diárias? Sim em vários momentos, ás vezes parava o tratamento, porque eu não agüentava, eu tinha reações na pele, a pele ardia e doía, ficava sensível, sem contar o emocional. Quando minha médica propôs o tratamento com o Roacutan, eu estabeleci mentalmente que seria minha última tentativa de tratamento, já que era forte e conhecido por resolver problema de acne em graus elevados. Também porque eram anos a fio tentando me livrar disso. Após o uso, eu vi resposta no rosto a partir do segundo mês e, no quarto mês havia praticamente zerado. Hoje em dia eu fico feliz por não ter desistido.

Eu só consigo ver aspectos negativos, você consegue ver algum aspecto positivo do problema? Eu acho que quando você tem problema com acne você seguramente se questiona o tempo inteiro, “o que eu fiz para merecer isso?”; “fulano de tal é uma pessoa ruim e não tem acne?” E daí para pior, não é? Acho que o mais importante é manter em foco que há cura para este problema, mesmo que a resposta não seja imediata, mas há uma luz no fim do túnel. Lembre-se: Você demorou nove meses para nascer, provavelmente você terá um tempo similar de tratamento, para mais ou menos, então pense nisso como um recomeço. Não se deprecie, isso não ajuda em nada. Eu acho que é sim um problema que causa muitas dores, cicatrizes, mas também te traz uma força interior indescrítivel. Você seguramente após a cura, terá auto estima recuperada. Siga em frente, cuide do rosto, siga a orientação médica e quando menos esperar você verá os resultados.

Acho válido destacar que há um avanço significativo na oferta de produtos/marcas para tratamento de acne. Quando eu era adolescente não tinham tantas marcas e as “melhores” eram muito caros. O próprio Roacutan, no meu caso, o tratamento mensal custaria em torno de R$ 400,00 dinheirinhas. Também vale lembrar que os medicamentos genérico-similares não tinham opções amplas como atualmente. Meu conselho nunca “esprema espinha” e não use produtos sem acompanhamento médico. As peles e tipos de acne são diferentes. E se você seguir direitinho o tratamento um dia vai embora.

Tenha força, mantenha o foco, não desista, acredite no seu médico e siga sempre as orientações que um dia dará certo. Não se preocupe. O tratamento e o resultado apropriado irão aparecer! Espero ter ajudado!

Have a sunshine Day!

2 comentários sobre “Acne: minha história parte 2

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